segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Mensagem de Natal e Ano Novo

É estranho, mas as coisas boas e os dias agradáveis são narrados depressa, e não há muito o que ouvir sobre eles, enquanto as coisas desconfortáveis, palpitantes e até mesmo horríveis podem dar uma boa história e levar um bom tempo para contar......(O Hobbit, J.R.R Tolkien).

Quando se aproximam as festas de Natal e fim de ano, eu fico muito pensativo e passo a refletir mais sobre as minhas ações e atitudes, e na maioria das vezes só consigo me lembrar do mal feito que pratiquei, seja ele voluntário ou involuntário,  e planejo, quase sempre, pedir desculpas pelo que fiz. Mas lendo o livro acima, é não leio somente livros de filosofia e teologia, rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs, encontrei essa pequena citação, que de imediato abriu meu pensamento a respeito do assunto, será que isso tem um fundo de verdade? Será que as coisas são assim mesmo? E por que são assim? O tema é por certo interessante e instigante. Será que é por isso que os programas sensacionalistas de plantão, que nos informam sobre tanta criminalidade e violência, têm mais audiência do que programas que nos trazem notícias boas e agradáveis. Pois é, notícias ruins e desagradáveis dão uma boa história e levam um bom tempo para serem contadas e recontadas, até a exaustão, enquanto, os feitos e notícias boas e agradáveis perdem o ibope cedo demais.
É por isso que, quando vamos refletir sobre nossas ações, temos bastante cuidado em descobrirmos se ofendemos alguém diretamente, ou por meio de alguma coisa, por que infelizmente, podemos acertar 99% e errar apenas 1%, mas pasmem! Seremos lembrados pelo 1% que erramos e não pelos 99% que acertamos. Mas não é para ser assim, e não deve ser assim, precisamos nos livrar desse pensamento que nos foi imposto, sim imposto, pois não nascemos pensando, aprendemos a pensar, alguém ou alguma coisa(Sistema, Instituição e etc.) nos ensinou, mas o bom disso tudo é que podemos mudar, podemos transformar a nossa maneira de ver e compreender o mundo, podemos ter nossas próprias experiências, podemos fazer e dar rumo certo a nossa existência, enquanto seres humanos. Nem sempre o discurso ou a história vencedora nos torna também igualmente vencedores, é preciso descobrir a verdade, é preciso conhecer e tirar nossas próprias conclusões, nem tudo que parece ser é, como diz o ditado popular “as aparências enganam”, não precisamos seguir a maioria, levantar sempre as mesmas bandeiras, o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, diz “Lutar pela igualdade sempre que as diferenças nos discriminarem, lutar pelas diferenças sempre que a igualdade nos descaracterizar”, precisamos ser nós mesmos sempre, acreditar em si é o primeiro passo para a concretização dos nosso sonhos. O que estou querendo dizer é que as pessoas erram e jamais deixarão de errar, mas é preciso acreditar nelas, é preciso dá-las uma chance de acertarem, de se redimirem, de serem pessoas melhores, acreditem nas pessoas, pois estou convencido de que existem mais pessoas boas neste mundo, do que não boas.
Sei que nunca serei perfeito, e que sempre vou cometer erros, porque sou humano, sou pessoa, sou gente, mas quero a cada dia ser um ser humano melhor, e continuar contando com a amizade de todos vocês, pois sem amigos não se consegue viver, obrigado a todos os meus amigos e amigas, que estiveram comigo durante o transcorrer desse ano que ora se finda. Desejo a vocês um Feliz Natal de Paz e Luz, naquele que é a luz que ilumina a todos, JESUS CRISTO, a Luz deste mundo, e que em 2014 todos os nossos sonhos e realizações se concretizem.

Edney Silva

 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Felicidade quem têm?

Como de costume, mais uma vez, fui colocado a pensar sobre as coisas simples da vida que nos pertubam e nos fazem ver bem além do que a nossa visão enxerga.  Sou do tipo que gosta de observar as coisas, escutar e pensar bem antes de falar ou dar alguma opinião, afinal de contas, opinião cada um têm a sua, né mesmo? Pois bem, felicidade é um assunto que não sai de modo nunca, seja pelos apelos propagandistas, comerciais, sonhadores, cotidianos e até utópicos. Todo mundo quer ser feliz, ainda não encontrei uma pessoa que não queira experimentar a sensação de felicidade, de ser feliz, ainda que por um minuto só, e, é exatamente por isso, que este assunto é tão explorado.
Assim me apego a pensar o que seja a felicidade. Para alguns, felicidade é ter muito dinheiro, é possuir muitas coisas, é ter uma vida de prazeres e alegrias. Para outros, felicidade é ter o que se deseja  na hora que se têm vontade, é fazer o que dá na telha, é quebrar com o convencional, ou seja, é tomar banho de chapéu, é mastigar com a boca cheia, é andar na contramão. Para outros, felicidade é realizar os sonhos há muito planejados, é passar em um concurso público, é passar no vestibular, é fazer um bom casamento. Para outros mais, felicidade é ter uma vida contemplativa, uma vida regrada pelo sentimento de religiosidade, sentimento de espiritualidade e assim no final das contas ganhar o céu, o paraíso, viver eternamente em paz. Têm ainda, aqueles que acreditam que só serão felizes, se e somente se, ganharem um grande prêmio de uma loteria. Enfim, me parece que felicidade ou ser feliz, tem sempre a ver com  o sentimento de DESEJAR, de ter, ser  e/ou possuir alguma coisa. Penso que ser feliz é desejar, é ter, é ser e possuir tudo o que escrevi acima, no entanto, devemos ter cautela em nossos desejos, controlá-los, subjugá-lo,  para que nós como pessoas alcacemos corações felizes. Entendo que a felicidade tem a ver com uma "justa medida", quero dizer com isso, que temos que ser felizes com o que temos, somos e possuimos, porque se assim não for, nunca seremos felizes, estaremos sempre com um pé a frente e não apreciaremos a paisagem em que estamos em determinado momento da nossa vida, não estou dizendo com isso que temos que nos acomodar e ficarmos só com o que temos agora, o que estou tentando dizer é que ser feliz e ser justo consigo mesmo, é apreciar o momento que estamos vivendo e, enquanto isso procurar crescer mais e mais até chegar no plano que foi traçado por cada um.
Portanto, para mim felicidade é viver feliz a cada momento, cada hora, cada dia, ser feliz com o que somos e temos e procurar ganhar mais e não ser ingranto com o que a vida nos proporcionou até agora, porque se não fizermos isso seremo infelizes ao invés de felizes. 
É o que penso, até mais....................................
Edney Silva
     


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

O Estado de Escravidão segundo Jean-Jacques Rousseau na obra O Contrato Social

Resumo apresentado na XII SEMANA DE FILOSOFIA DA UECE
, com o tema: "Pensar a Tradição e Pensar o Presente" realizado no período de 30 de Setembro a 04 de Outubro de 2013, na UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ - UECE. 

Na Obra o Contrato Social Rousseau análisa o pretenso “direito de escravidão”, para Rousseau esse direito é nulo e ilegítimo, simplesmente por ser absurdo e nada significar. Rousseau entende que as palavras escravidão e direito são contraditórias entre si e, excluem-se mutuamente, sendo o discurso do “direito de escravidão”, quer seja de um homem para outro, quer de um homem para um povo, será sempre insensato, pois um homem que se faz escravo de um outro, não se dá, quando muito, vende-se pela subsistência. Já um povo por que se venderia?
Dizer que um homem se dá gratuitamente constitui uma afirmação absurda e totalmente inconcebível, sendo o ato ilegítimo e nulo, tão somente porque aquele que o pratica não se encontra no completo domínio de seus sentidos, dizer a mesma coisa de um povo é supor um povo de loucos, a loucura não cria direito. Mesmo que um homem pudesse alienar-se a si mesmo, não poderia neste caso alienar seus filhos, pois estes nascem homens e livres, sua liberdade pertence-lhes e ninguém, senão eles gozam do direito de dispor dela. Dessa forma, o pai antes que cheguem á idade da razão pode estipular condições para sua conservação e seu bem-estar, mas não pode dá-los irrevogável e incondicionalmente, porque uma tal doação é contrária aos fins da natureza e ultrapassa os direitos da paternidade. Para Rousseau o homem nasce livre e, renunciar a liberdade é renunciar á própria qualidade de homem, aos direitos da humanidade, e até aos próprios deveres. Tal renúncia não se compadece com a natureza do homem, e destituir-se voluntariamente de toda e qualquer liberdade equivale a excluir a moralidade de suas ações. Alguns autores encontram na guerra uma origem para o direito de escravidão, tendo o vencedor, segundo estes autores, o direito de matar o vencido, este pode resgatar a vida pelo preço da sua liberdade. Para Rousseau este direito de matar o vencido de modo algum resulta do estado de guerra, pois que esteja em estado de paz ou guerra, os homens em absoluto não são naturalmente inimigos, pois a guerra não concede nenhum direito que não os necessários à sua finalidade. Além do que a guerra não representa de modo algum, uma relação de homem para homem, mas uma relação de Estado para Estado, na qual os particulares só acidentalmente se tornam inimigos, não o sendo nem como homens, nem como cidadãos, mas como soldados, e não como membros da pátria. Já quanto ao pretenso direito de conquista, não dispõe este de outro fundamento além da lei do mais forte. Se a guerra não confere jamais ao vencedor o direito de massacrar os povos vencidos, esse direito, que ele não tem, não poderá servir de base ao direito de escravizar, logo, o direito de fazer escravo não vem do direito de matar, constituindo, pois, troca iníqua o fazer-se comprar, pelo preço da liberdade, sua vida, sobre a qual não se tem qualquer direito.             

Palavra Chave: Escravidão; Homem; Direito; Guerra; Liberdade.