sábado, 8 de agosto de 2015

segunda-feira, 16 de março de 2015

Diógenes, o Filósofo do barril.

Bom dia a tod@s

Nestes dias estava eu tranquilo e calmo, revisando alguns tópicos de filosofia como sempre o faço quando deparei-me com um vídeo já antigo que tenho, intitulado de "Projeto Paidéia na Escola", por sinal muito bom, e como quase sempre acontece, sinto uma necessidade enorme de escrever, pois gosto muito, não sei se quem recebe gosta de ler, mas das duas uma: ou haverá concordância com o que escrevo e, neste caso pude contribui para aumentar seu conhecimento sobre algo ou alguma coisa, ou haverá discordância e, neste caso ficarei feliz em receber suas críticas e assim quem terá o conhecimento acrescido será eu.

Assim, sem mais delongas vamos ao cerne do assunto, o vídeo em questão trata sobre um período da Grécia antiga ou clássica, denominado de Helenismo, não vou entrar em muitos detalhes, mas em poucas palavras helenismo foi o período em que a língua e a cultura grega eram comuns aos três grandes reinos helênicos, a saber; a Macedônia, a Síria e o Egito, assim desparecendo as fronteiras entre os diferentes países e culturas, povos gregos, romanos, egípcios, babilônicos, sírios e persas foram reunidos em uma só culturra, usavam a mesma moeda, falavam o mesmo idioma, viveram assim o que nós chamamos hoje de globalização. Nesse período surgiram algumas Escolas Filosóficas, dentre as quais destaco o Epicurismo, o Estóicismo e os Céticos, porém desejo falar um pouco aqui dos Cínicos.

Os Cínicos foi uma Escola Filsófica criada por Diógenes, também chamado de filósofo do barril. Pois bem os cínicos em poucas palavras, diziam o seguinte: Que a felicidade não dependia de luxo, poder político, ou uma boa saúde, para eles a verdadeira felicidade consistia em se libertar dessas coisas casuais e efêmeras, dessa forma por não estar a felicidade nestas coisa é que ela poderia ser alcançada por qualquer pessoa, poderia ser alcançada por todos que a buscassem e, o melhor depois de alcançada a felicidade não poderia ser mais perdida. Acho muito interessante o modo de pensar desta escola filosófica, a maneira como eles entendia a felicidade sem luxos ou poder terreno, mas pelo contrário a felicidade se achava nas coisa simple da vida, uma espécie de negação da ostentação.

Bem vou falar um pouco do fundador da Escola, Diógenes vivia dentro de um barril, não possuía mais do que uma túnica, um cajado e um embornal (saco ou bolsa usada a tiracolo) de pão, dizem alguns que vivia como um cão, ao que ele respodia: Então, faço festa para quem me dá alguma coisa, rosno para quem me rejeita e cravo os dentes nos crápulas. Era sensacional esse Diógenes, as vezes gostaria de fazer o mesmo, mas deixa isso pra lá. Conta-se que Alexandre o grande, dizia que se não fosse general e rei queria ser como Diógenes por causa de sua sabedoria e por isso Alexandre resolveu visitar Diógenes em sua residência, ou melhor em seu barril, quando chegou lá caiu na besteira de perguntar para Diógenes o que ele queria que o rei lhe fizesse, ao que Diógenes olha para ele e sua gigantesca comitiva e responde, só quero que você saia da minha frente pois está atrapalhando o meu banho de sol. Sem palavras até para comentar isso, só posso dizer fenomenal.

Outra coisa interessante sobre o cínico Diógenes era o fato de que ele andava pelas ruas e praças de Atenas de dia e a noite com uma lanterna acesa na mão a procura de um "Homem Justo", acho que se este filósofo ainda fosse vivo ele ainda estaria procurando, kkkkkkkkkkkkkkkk, mas risos a parte, acho que a mensagem dos cínicos para nós é bem simples, para se viver uma vida boa não precisa de luxo, ostentação ou poder, mas o que se precisa mesmo é viver uma vida simples e pautada no fato de sempre sermos nós mesmos, seja qual for a situação, até mesmo quando um rei, general ou seja lá o que for, vier nos indagar ou oferecer algo ou alguma coisa, sejamos sempre nós mesmo e mantenhamos nossos princípios de humildade, honestidade, coragem, austeridade e fidelidade aos princípios morais e éticos que regem a sociedade.

Acho que na atual situação por que passa o nosso país, com tanto roubo, covardia e corrupção, faltou a estas quadrilhas de assaltantes do POVO,terem frequentado a Escola do cínico Diógenes, para aprenderem que para se viver bem basta um simples barril, uma túnica e uma bolsa a tiracolo. Já dizia também o velho filósofo Sócrates quando andava diariamente no mercado de Atenas e, apontava para os vários produtos supérfluos ali exposto e dizia: "Vejam de quantas coisas eu não preciso", são justamente essas coisas de que não precisamos as que mais nos atraem e que muitos levados por um sentimento de sempre obter vantagens sobre os demais, ou o que nós chamamos de "Jeitinho brasileiro", se degradam e perdem a dignidade e fazem o que está acontecendo infelizmente em nosso país, não se pode nem mais assistir um jornal, pois as notícias são sempre as mesmas. Devemos manter nossas vidas pautadas pelo sentimento de fazer o certo e não dá um jeitinho pra tudo, nunca é tarde para se fazer o certo, pois como diz o nosso Criador maior, Jesus Cristo, em sua regra áurea "Não faça aos outros o que você não quer que seja feito a você", talvez possamos ainda ter um mundo melhor, se passarmos a por em prática este ensinamento tão atual e marcante de Cristo. 


Vou me despedindo por aqui, deixando o resto da reflexão para os meus amigos e amigas fazerem, pensem nisso e tenham um excelente final de semana naquele que é o príncipe da Paz, Jesus Cristo, meu Deus e Deus meu.

terça-feira, 3 de março de 2015

Inadequações

Bom dia..................


Ontem estava eu tranqüilo e calmo assistindo no canal FOX, o desenho Os Simpson, quando em dado momento resolvi mudar de canal, pois o episódio seguinte eu já havia assistido, foi então que passei pelo canal POLISHOP, este canal quase que exclusivamente se reporta a venda de produtos os mais variáveis possíveis, neste momento estavam anunciando alguns produtos de Academia para uso em casa visando melhorar a condição física das pessoas, o anúncio dizia que se você não está satisfeito com seu corpo, se achando feia, cheia de culote, gorduras localizadas, etc e etc, chegou a hora de acabar com isso, compre o produto e/ou a máquina tal e tal...... e veja sua vida mudar.

Isso me deixou pensativo e logo percebi o quanto somos manipulados por uma idéia de perfeição corporal e beleza de aparência, a meu ver inexistente, e o pior sem nenhum objetivo concreto, apenas para poder vestir uma roupa mais confortável no verão, ao menos era o que dizia a propaganda. Primeiro desejo esclarecer que não sou contra exercícios físicos, muito pelo contrário, acho que todos devem praticar, a saúde agradece, no entanto, o que me reporto aqui é a esta busca exagerada do corpo perfeito e da beleza máxima, a custo de qualquer preço, inclusive da própria vida, isso pra mim só tem uma palavra, vaidade.

Nesta perspectiva lembrei-me de Michel Montaigne, quando ele fala sobre a questão da felicidade, ele aponta três inadequações que afligem o ser humano, e os deixa cada vez mais distantes dela, a primeira é a física, a segunda é o sentimento que experimentamos quando somos julgados e a terceira é a intelectual. Nessa altura necessário se faz esclarecer que Montaigne, quando jovem viveu seus dias em uma fazenda, coisa que lhe fez admirar muito os animais, a fora o fato do nosso filósofo se interessar muito pela doutrina do ceticismo, para Montaigne o fato de sermos seres pensantes mais nos atrapalha do que ajuda, exemplo “estando o filósofo Pirro em um navio, presa de violenta tempestade, aos que maior pavor evidenciavam mostrava ele um porco indiferente ao temporal, e os instava a tomá-lo como exemplo. Ousaremos pois sustentar que a razão, essa faculdade de que tanto nos orgulhamos, e em virtude da qual  nos consideramos donos e senhores dos demais seres, nos foi dada para objeto de tormento? De que nos serve entender as coisas se com isso nos tornamos mais covardes, se esse conhecimento nos tira o repouso e a tranqüilidade de que gozaríamos sem ele, se nos reduz a condição pior que a do porco de Pirros?....” Ensaio I, Montaigne, dito isso prossigamos, não desista continue lendo.

Montaigne afirmava que estamos cercados de modelos equivocados, os quais somos forçados a seguir mesmo sem querermos, porém estes modelos quase sempre não têm espaço para abarcar a natureza da maioria de nós, e isso faz com que odiemos a nós mesmos, por não nos encaixarmos em nenhum deles. Aqui é meu dever esclarecer que, qualquer semelhança com a nossa realidade é mera coincidência, kkkkkkkkkkkkkkkk.

Seguindo este modelo de beleza e perfeição corporal, que a nós em tempos hodiernos é nos empurrado goela abaixo, passamos a ter repulsa por nosso corpo, e o rejeitamos por ser gordo, disforme, bruto ou desajeitado, e em conseqüência disso desenvolvemos distúrbios alimentares, depressões, complexos sexuais e bloqueios de toda sorte imagináveis, nunca estamos felizes com nosso corpo devido a estes estereótipos inventados para pura e simples comercialização de produtos que prometem milagres em pouco tempo e que vendem uma falsa sensação de bem-estar corporal e estética, ai nos embrenhamos em academias, logradouros públicos, improvisamos verdadeiros laboratórios ginásticos e cosméticos a fim de aparentarmos uma imagem ao outro do que não somos verdadeiramente, ilusão, falsa aparência. Outros buscam meios mais fáceis, utilizam-se de softwares para tornarem-se uma coisa que não são, foto shop, acho que não preciso dizer mais nada.  Para resolver este tipo de demanda Montaigne nos passa uma receita até certo ponto simples demais, ele diz observe os animais, pois ao contrário de nós, a sabedoria animal, muitas vezes é maior que a nossa e cita que, os animais ficam sempre mais a vontade com os corpos deles, não tendo constrangimentos, vergonhas e pudores, coisas que possuímos até demais, a relação dos animais com o corpo é a mais natural possível. Assim devemos aceitar nosso corpo com uma pitada de humor, tão naturalmente como os animais o fazem. É uma idéia muito simples, mais quem disse que uma idéia precisa ser complexa para ser verdadeira, e que um texto filosófico só é bom quando se é difícil, quando a gente lê e não entende nada, pura fantasia, penso justamente ao contrário.

Como citei as outras duas inadequações no começo deste e-mail, prosseguirei escrevendo sobre elas, porém se você quiser parar por aqui, já me dou por satisfeito, pois entendo que já atingi o alvo proposto, mas em todo caso prossiga e não irá se arrepender. Então vamos, a segunda inadequação diz respeito ao sentimento experimentado quando somos julgados, sobre nossos atos, ações e costumes desaprovados pelos outros. Montaigne entende que cada nação, povo ou sociedade têm seus modelos do que é normal e aceitável, a exemplo de como se vestir, o que comer, como se conversar normalmente e outras tantas coisas mais, sendo que quem foge desses modelos, passa a ser alvo de julgamentos e preconceitos, é considerado esquisito e vira alvo de chacotas, brincadeiras de mau gosto, bullying ou quem sabe de coisas piores, exemplo disso existem aos montes, mas não vou citar nenhum, pois não quero me estender tanto, e acho que já me fiz entender, deixo porém a cada um este pensar. Solução para Montaigne: viajar, simples assim, viajar física ou mentalmente, pois viajando nos deparamos com a diversidade do mundo existente, culturas e povos são alcançados e assim poderemos ver que uma coisa que parece estranho e indiferente para uma cultura, pode ser considerada normal e agradável para outra, cada nação tem seus preconceitos, porém viajar nos faz relativizar os preconceitos, nesse sentido viajar para Montaigne não é só uma questão de ampliar os horizontes, mas de fazer ver e perceber como a mente do opressor é limitada e vazia, pois termos uma perspectiva mais ampla nos faz sermos cada dia da nossa vida seres humanos mais tolerantes, não só com o nosso semelhante, mas com relação a nós mesmos, porque se eu não me aceito como pessoas com as minhas virtudes e defeitos como vou aceitar meu semelhante? Por favor responda para você mesmo.

A terceira e última inadequação é a intelectual, esse sentimento de nos sentirmos inferiores aos outros por nos acharmos muitas vezes nem tão sagazes como deveríamos ser. No mundo de Montaigne inteligente era aquele que possuía um diploma universitário, o que para ele era uma tremenda sacanagem, me desculpem o termo, ele achava que a maioria dos graduados de sua época eram um monte de tapados e repetidores de teoria, quase iguais a alguns ditos inteligentes do nosso tempo, para Montaigne símbolos de inteligência, como diplomas, becas e outras coisa mais, não querem dizer muita coisa não, o tipo de inteligência que importava era a sabedoria, ele dizia que uma pessoa pode ser sábia sem jamais ter posto os pés em uma faculdade, bastando para isso ter humildade, modéstia e aceitar as próprias limitações, não só da mente como as físicas, o verdadeiro sábio não precisa saber de tudo sempre, nem tem que ter resposta para tudo, ele aceita que certas coisas estão além do seu alcance e controle e permanece no mundo atento a tudo que acontece a sua volta e aprende com as situações cotidianas que se lhes apresenta. No entanto, entenda Montaigne jamais disse que o estudo era inútil, porém constatou que muitos universitários não se tornam mais felizes ou mais sábios que as outras pessoas, pelo simples fato de possuírem um status de graduado, mestre ou doutor. Nada disso diz quem verdadeiramente somos, mais é o que vem de dentro de nós que diz, quem somos e para que viemos a este mundo.

Vou parar por aqui, já escrevi demais,  termino desejando aos meus amigos e amigas um excelente final de semana abençoado pelo Criador maior, JESUS CRISTO, que ama a todos sem distinção alguma.

Até breve.....................................................

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

SEMELHANTES E NÃO SEMELHANTES

"Prefiro que não gostem de mim pelo que eu sou, do que gostem de mim pelo que não sou"
                                                                                                                       Edney Silva.

AVISO: O texto abaixo contém elementos filosóficos e cotidianos, real e imaginário, complexos e simplórios, pois entendo que uma reflexão, deva pautar-se tanto no mundo real, quanto no mundo virtual, porém se você não quizer prosseguir, resumirei pra você: "Feliz Natal e Próspero Ano Novo, é o que lhe desejo de todo o meu coração". Mas se quizeres prosseguir, das duas uma, ou ficarás decepcionado com os meus desvaneios interiores e, poderás repreender-me, ou concordarás e refletindo sobre o assunto acrescentarás ao texto, aquilo de que ainda não pensei, de qualquer forma contribuirei contigo, assim desejo-te uma boa leitura.    
 
Bom dia a todos, mais uma vez apresento a vocês alguns pensamentos que povoam meu subconsciente sem nexo algum, mas que são organizados e transmitidos pelo meu consciente, uma mistura de Nietzche com Sigmund Freud, se é que eu entendi alguma coisa do que esses caras disseram,  kkkkkkkkk meio isso.

Bom, primeiro, sempre pensei da vida que, em qualquer circunstância a gente devesse ser sempre sincero, ledo engano meu. Já dizia Rousseau, "O homem nasce bom, porém a sociedade o corrompe". "o homem nasce livre, mas em toda parte é posto a ferros", ou seja, nunca dizemos o que queremos e, nunca somos quem queremos ser, não preciso dizer mais nada. Pois é, vamos continuar,  penso que escrever seja algo bom, apesar de reconhecer que certas pessoas, quase que expelem pelos dedos verdadeiras nauseas, para não escrever outra coisa, em respeito a você é claro.

Todas as pessoas são por natureza misteriosas, cabe assim a quem deseja conhecer, achar a chave certa para abertura da porta dessa verdadeira cidade murada e adentrar no mundo de cada pessoa, o que é preciso reconhecer e respeitar são as particularidades de cada um. Esse é um erro comum, cometido por quase todos nós, é preciso conhecer as "semelhanças", mas de outro modo também, é preciso entender as "não semelhanças". Entendo semelhante de três maneiras: 1. Coisas que têm os mesmos atributos em todos os aspectos; 2. Coisas que têm mais atributos idênticos do que diferentes e 3. Coisas cuja qualidade é una. E as não semelhantes, são as coisas opostas as três maneiras do semelhante. Assim, colocando esses fatores na balança a amizade tende a dar muito certo. Calma vou descomplicar o negócio, tenha paciência e continue, veja, já estou usando parágrafos mais curtos e bem suscintos e, vou dar um exemplo simplório, mas cheio de significado, rsrsrsrsrsrs.

Dentre todos os personagems fictícios do mundo dos quadrinhos, escolhi um, que se não é o meu preferido, é um dos que mais gosto para servi de exemplo, a fim de ilustrar o que estou tentando escrever, seu nome é James Howlett, nascido no Canadá, em ano incerto, pois sua incrível habilidade mutante (fator de cura), retarda o seu envelhecimento, dificultando assim a determinação de sua idade, pois é, estou falando do famoso Logan, ou mais conhecido Wolverine, muitos que estão recebendo este e-mail o conhecem, mas acho que outros não, nada que qualquer pesquisa na intenet não resolva!!!!!, porém continuemos, num próximo parágrafo é claro.

Wolverine é um mutante submetido a experiências militares que o transformaram em uma verdadeira máquina de guerra animalesca, um homem sem memória, agindo única e exclusivamente pelo instinto animal no sentido irracional de ser, esses são os mistérios de sua vida, assim não tem nada de atraente, estatura baixa, aparência carrancuda e semblante fechado, esse é o cara que todos veem, sua aparência. No entanto, acompanhando sua trajetória nos X-MEN, percebemos que ele passa de garoto-problema a tutor e consciência do grupo.       

TERMINO O RESTO AMANHÃ

   



esvendar o mistério 



 uma arte maravilhosa, colocar no papel aquilo que se pensa e transm



penso em escrever um pouco de sobre





também sempre pensei que






 se me permitem, gostaria de        


 nietzsche

não poderia neste mês tão especial, deixar de dar o meu mais sincero abraço a todos os meus amigos e amigas   

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Propostas-Múmias

Hoje pela manhã seguia eu meu caminho para o meu trabalho, estava escutando a propaganda eleitoral gratuita, que ao meu ver mais parece uma repetição das mesma propostas apresentadas não a quatro anos atrás, mais a vários e vários anos. Me parece mesmos que os candidatos atuais, estão nos apresentados propostas-múmias, você sabe o que é uma múmia não é? Pois bem, em termos simples, múmia é um cadáver envolto em tiras brancas que não sei como são despertos da morte, porém continuam mortos, vê se pode isso! 

Assim são a maioria das propostas apresentadas por certos candidatos, estão oferecendo propostas-múmias, ou seja, nada de novo, nada de vivo, são só propostas mortas, na verdade semi-mortas, vazias sem nexo algum e, que se estão ainda por ai, a culpa não é nossa, mas deles mesmos que a cada ano eleitoral, resolvem levantar as mesmas questões, como mais segurança, mais saúde, mais educação e por ai vai, como se essas questões fossem coisas novas, problemas novos. Meu Deus, a quanto tempo sofremos sem segurança, sem saúde, sem educação, sem nada, e todo ano eleitoral eles vêm com essa mesmas ladainha, propostas-múmias, não dá mais para suportar.   

Não consigo conceber e nem tampouco acreditar que, todo mundo (candidatos) agora saiba resolver os problemas do mundo todo (eleitores), e que depois da eleição, ninguém mais saiba resolver nada, deve ser problema de amnésia, coitados vamos fazer uma campanha para angariar dinheiro e pagar um bom profissional da medicina a fim de tratar a amnésia de quem venha a ganhar a eleição, kkkkkkkkkkkkkkk, talvez só assim e somente assim, as propostas-múmias deixem de ser múmias e transformem-se em realidades, e nas próximas eleições talvez tenhamos propagandas eleitorais que tratem realmente de problemas sérios e de interesse do povo.

Há ia esquecendo, enquanto estamos nesse período,aproveite para falar de modo coloquial e até mesmo apertar as mãos ou um tapinha nas costas dos candidatos, lógicos se você quiser é claro, por que depois do dia 05 de outubro, falar só se você o chamar de excelência, aperto de mãos ou tapinha nas costas nem pensar, terá muito segurança para lhe impedir de chegar perto quanto mais fazer tudo isso, então se quiser aproveite enquanto é tempo.


Fui.....................................................................................................


Edney Silva

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Eleições

Em toda eleição fico pensando como as pessoas comuns, que vivem suas vidas simples e cotidianas, transformam-se de uma hora para outra, em pessoas tão importantes, de anônimos a supere star, uma verdadeira mudança drástica como que da água para o vinho e, o melhor de tudo não precisa de milagre para isso acontecer.

Nós povo simples outrora interpretando um papel secundário, passamos a interpretar agora o papel principal, de coadjuvantes a protagonistas em poucos meses, é o máximo não é? Agora merecemos ser ouvidos e o mais importante atendidos, olha que mudança! Podemos expressar nossas opiniões sem medo de sermos rechaçados, ameaçados, e coisa e tal, podemos até falar e seremos ouvidos, chá de cadeira em gabinete de alguma autoridade ou repartição pública é coisa do passado, é bem assim, agora o atendimento é quase que instantâneo, chegou, falou, ouvido e atendido, rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsr, que bom se fosse sempre assim, opsssss, mais é para ser sempre assim, pois isso não é, e nunca foi um favor, é sim um direito nosso.

Somos agora o centro das atenções, disputados a toda força, e por uma linha bem tênue não se chega às vias de fato, e tudo isso repito, por minha e tua causa. Acusações são proferidas aos quatro cantos do nosso país, algumas sem fundamento e, outras com provas bem contundentes, algumas perturbarão a poucos é bem verdade, mas todas se transformarão em pizza, disso tenho certeza. Mas deixando isso de lado, podemos nos sentir pessoas importantes, porque realmente somos pessoas importantes e não é porque é período de eleição não, somos importantes porque somos gente, somos povo, somos humanos e temos o poder de escolha, agora o que acho é que poucas são as opções verdadeiras e dignas de nossas considerações, mas vamos enfrente.

De uma coisa eu sei o dia cinco de outubro está chegando e ai eu pergunto, vamos retornar a situação anterior de seres que não representam nada, insignificantes e, que só têm valor em períodos de eleição, a cada dois anos, pois é isso que acontece, terminadas as eleições, terminam também as gentilezas e obrigações, pensam eles. Sinceramente não podemos aceitar que haja esse retorno, que essa condição se repita ano após anos, é hora de avançarmos na direção certa, pois como disse Abraham Lincoln, num discurso na Câmera dos Deputados, em 12 de janeiro de 1848: “Qualquer povo, em qualquer parte, tendo o desejo e o poder, tem o direito de levantar-se e derrubar o governo existente e formar um novo, que lhe seja melhor. É um direito valioso e sagrado, um direito que, acreditamos e esperamos, venha a libertar o mundo. Penso que temos desejo e poder para mudarmos essa situação de escândalos e corrupções que assolam o nosso país, utilizemos a nossa arma, ou seja, o nosso voto, pelo menos por enquanto, para construirmos um país melhor e mais justo. Parafraseando o filósofo Karl Marx, “Eleitores de todo o País, uni-vos!”


A mudança maior tem que começar em nós e por nós “Povo”, a hora é chegada, e o tempo é este, não podemos recuar, escolhamos, pois os melhores, para que no futuro não tenhamos arrependimento, vote em quem apresenta ideias e propostas e não em quem vive acusando e sendo acusado, estes não têm o que oferecer e, para terminar sabe por que o Dick Vigarista, personagem de desenho animado da “Corrida Maluca” nunca ganha a corrida? É porque ele perde tempo tentando prejudicar os outros concorrentes, ao invés de acelerar seu carro e vencer, assim, não perca tempo com pessoas que ficam se digladiando, pois estes tanto enganam, como são enganados.  Vote consciente.

Edney Silva

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Felicidade...........................................


Considero a observação uma arte que infelizmente poucas pessoas possuem, vivemos tempos agitados, velozes e imediatistas, em que tudo tem que ser feito na hora, na lata como se diz no popular, porém mesmo nesses tempos assim modernos, uma hora vamos ter de parar, seja para olhar e perceber as coisas ao nosso redor, seja para pensar sobre elas, seja para refletir e descobrir coisas até então ocultas ao nosso entendimento ou simplesmente para repousar, esse aqui é bom não é?

Pois bem, todos os dias faço praticamente o mesmo percurso até chegar ao meu trabalho, só em raras exceções mudo o caminho, a exemplo de engarrafamentos, batidas e coisas mais, fora isso, sigo meu percurso como de costume. Mas hoje percebi algumas ações que aguçaram minha atenção e imaginação, passei por várias mães que levavam seus filhos ao colégio, olhei mais atentamente e pude perceber quão grande afeto existia entre ambos, filhos e mães de mãos dadas seguiam alegres e felizes, esse sentimento maravilhoso de ter alguém ao seu lado, que se pode confiar, mesmo nas horas mais periclitantes da vida, certo é que, eram mães bem frágeis, franzinas, mas que seguravam seus filhos com uma força interior impossível de ser descrita em palavras, AMOR DE MÃE.  

Penso ser momentos como estes que os filhos não querem que acabem nunca, que produzem felicidade, assim, quanto mais longínqua estiver a escola melhor, kkkkkkk. Na filosofia grega existe uma palavra “Eudaimonia” que é comumente traduzida por felicidade ou bem-estar, que ilustra bem esse momento que estou a transmitir. Para o filósofo Aristóteles felicidade é um princípio, é o gênio de nossas motivações, ou seja, a felicidade é aquilo que nos motiva, que nos faz viver com alegria, trocando em miúdos, felicidade é fazer aquilo que se gosta, são momentos que a gente não quer que acabe nunca, mas que permaneçam para sempre.

Recentemente assisti no you tub, uma palestra do ator e comediante americano Jim Carrey, intitulada “discurso inspirador Jim Carrey”, em que ele fala para os formando de 2014 de uma Universidade nos Estados Unidos, dentre as muitas ideias exposta por ele, uma me deixou curioso, vou tentar expor: “Meu pai poderia ter sido um grande comediante, mas ele não acreditava que aquilo era possível para ele. Então ele fez uma escolha conservadora. No lugar disto, ele pegou um emprego seguro como contador, e quando eu tinha 12 anos de idade ele foi mandado embora desse emprego. E nossa família teve que fazer o que pôde para sobreviver. Eu aprendi muitas lições como meu pai. Uma delas é que você pode falhar, fazendo o que você não gosta. Então, porque você não se dá uma chance de fazer o que você ama?

Deixo essa pergunta para você responder para si mesmo. Se felicidade são momentos que queremos que sejam eternos, simplesmente porque estamos fazendo o que gostamos, então vamos nos dar uma chance de sermos felizes, fazendo aquilo de que gostamos. Quantas pessoas estão ganhando rios de dinheiro trabalhando naquilo em que não gostam, não tem felicidade alguma, vivem uma vida sem perspectiva, sem vontade, sem motivação. Um amigo meu de onde trabalho, que nunca leu um livro de filosofia, nem sabe da existência da palavra eudaimonia, mas que sempre me disse, se o que nos faz feliz é vender frutas nas ruas, então vamos vender frutas nas ruas, porque felicidade tem a ver com o que gostamos de fazer e não com o que ganhamos, fazendo o que não gostamos, adoro a sabedoria popular, por isso gosto de observar tudo ao meu redor, aprendizado puro.

Como hoje fazem 51 anos do discurso de Martin Luther King Jr. Conhecido popularmente como “I Have a Dream”, ou, “Eu tenho um sonho”, onde ele discursa contra o racismo de sua época nos EUA, eu também tenho um sonho, onde as pessoas possam viver livres e felizes em plena harmonia, sendo e fazendo aquilo de que gostam. Pura felicidade. Talvez eu seja um sonhador, mas eu não sou o único, acredite, sonhe este sonho também. Vou parar por aqui, não desejo me estender mais, pois acho que já me fiz entender, agora é contigo, continuar ou não continuar esta reflexão.

Até breve...................................................
   

Edney de Oliveira da Silva